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	<title>Nelore IRCA</title>
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	<description>O Seu Nelore Com Mais Carne</description>
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		<title>Especial Pastagens: Um caso de sucesso com pastejo contínuo sustentável, revista DBO, novembro 2008</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Feb 2022 16:57:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Maristela Franco Por detrás da fala mansa, que guarda forte acento pernambucano, apesar dos 32 anos vividos no interior de Goiás, esconde-se um espírito inquieto. José da Rocha Cavalcanti não gosta de ideias prontas. Tudo em sua Fazenda Providência do Vale Verde, localizada no município goiano de São Miguel do Araguaia, é diferente, apesar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-405 alignleft" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/esppastagenscapa1.webp" alt="" width="250" height="349" srcset="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/esppastagenscapa1.webp 250w, https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/esppastagenscapa1-215x300.webp 215w" sizes="(max-width: 250px) 100vw, 250px" />Por Maristela Franco</em></p>
<p>Por detrás da fala mansa, que guarda forte acento pernambucano, apesar dos 32 anos vividos no interior de Goiás, esconde-se um espírito inquieto. José da Rocha Cavalcanti não gosta de ideias prontas. Tudo em sua Fazenda Providência do Vale Verde, localizada no município goiano de São Miguel do Araguaia, é diferente, apesar de a propriedade, à primeira vista, assemelhar-se a tantas outras da região.</p>
<p>Cavalcanti acredita no pastejo contínuo, quando muitos técnicos associam esse método com baixa produtividade e pouco lucro. Também defende a divisão do rebanho em lotes pequenos para preservar o bem-estar dos animais. Não desmama os bezerros, processa seu próprio sal mineral e nunca usou um litro de herbicida.</p>
<p>Na varanda da sede da fazenda, ele explana suas idéias calmamente, em meio ao calor modorrento de 38 graus à sombra, típico dos cerrados goianos no auge da seca.</p>
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<div id="attachment_406" style="width: 556px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-406" class=" wp-image-406" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/vacas-no-pasto.webp" alt="" width="546" height="311" /><p id="caption-attachment-406" class="wp-caption-text">No pastejo contínuo, Cavalcanti privilegia o desempenho individual dos animais.</p></div>
<p><em>“Muita gente vê o pastejo rotacionado como uma panacéia, sem considerar os riscos inerentes a esse modelo, que exige maiores investimentos em infra-estrutura, além de ser dependente de adubos, cujos preços dobraram entre 2007 e 2008. Aqui – aponta as pastagens desidratadas pelo sol –, eu tiro carne de pedra. Faço isso, sem aumentar a lotação e os custos, mas favorecendo o desempenho dos animais, que chegam a ganhar 1,4 kg/cab/dia nas águas, exclusivamente a pasto”</em>, diz o pecuarista de 55 anos, agrônomo, natural de Recife, que, apesar das dificuldades, produz anualmente 5.340@ líquidas em801 hectares de pastagens, ou 6,65@/ha, contra 4@ da média nacional.</p>
<p><em>“Os adeptos do rotacionado pensam apenas em produtividade de massa forrageira e altas lotações. Com isso, criam uma imagem de eficiência. Eu pergunto, porém, o que é mais vantajoso: produzir 10.000@ gastando 9.000@ ou produzir 5.000@ gastando 3.000@?”</em>, indaga Cavalcanti.</p>
<p><em>“Não busco maior produção de carne/ha e sim maior lucratividade/ha, dentro da minha realidade. Eis o ‘x’ da questão, freqüentemente menosprezado pelos defensores do atual modelo de intensificação pecuária”</em>, ressalta o produtor.</p>
<p>Segundo ele, o rotacionado tem seus méritos, mas não deve ser visto como única alternativa de manejo de pastagens, muito menos utilizado de forma indiscriminada, sem avaliação econômica. <em>“Para minhas condições edafoclimáticas e meu sistema de produção, baseado na cria/recria/engorda, o pastejo contínuo com carga animal variável é a melhor opção”</em>, afirma Cavalcanti.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-407 alignleft" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/mapa-fazenda-providencia-nelore-irca.webp" alt="" width="499" height="262" srcset="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/mapa-fazenda-providencia-nelore-irca.webp 499w, https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/mapa-fazenda-providencia-nelore-irca-300x158.webp 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /></p>
<p><strong>DESAFIO</strong></p>
<p>A Fazenda Providência do Vale Verde tem 1.100 ha e está encravada no Vale do Araguaia, próxima à Ilha do Bananal, na divisa de Goiás com Tocantins e Mato Grosso. Essa região tem índice pluviométrico de 1.600 mm/ano, mas as chuvas se concentram entre 15 de outubro e 15 demarço. Além disso, as temperaturas são elevadas (30 a 38°C) e a altitude, baixa (200-300 m), fator pouco favorável ao plantio de culturas graníferas como o milho.</p>
<p><em>“Em 1976, quando meu pai, Carlos da Rocha Cavalcanti, decidiu vender as terras que possuía no Nordeste e buscar novas fronteiras, deixou-me escolher o lugar onde iniciaria minha vida de pecuarista, já que eu havia acabado de me formar em agronomia, pela Universidade Federal de Viçosa (MG). Fui ao Pará, ao Mato Grosso, mas simpatizei com São Miguel do Araguaia, justamente pela aptidão pastoril de suas terras”.</em></p>
<p>Após a morte do pai, coube-lhe por sorteio uma gleba tipicamente de cerrado, com solos muito ácidos (pH de 4,2) e pouco férteis. “Ao examinar análises de meus solos, um técnico me perguntou, brincando, se neles nascia alguma planta”, conta o agrônomo, explicando que, para corrigir esse perfil químico é preciso gastar muito dinheiro.</p>
<p>Como a fazenda tem 800 hectares de pastagens e se estima que sejam necessárias 4 t/ha de calcário para correção da acidez, os gastos apenas com esse insumo, sem considerar mão-de-obra e combustível, seriam de R$ 243.200, com a tonelada a R$ 76. Já a despesa com adubos ultrapassaria R$ 472.800.</p>
<p>Esses valores somados equivalem a quase 500 bois gordos. A propriedade fica a 525 km de Goiânia, o que torna os insumosmais caros, devido ao frete.</p>
<p>Mesmo que fizesse esses investimentos aos poucos, Cavalcanti teria de pedir empréstimo a bancos, incorporando risco a seu negócio. <em>“Quando se entra nessa roda-viva, não dá pra desistir no meio do caminho, pois é preciso honrar os compromissos; colocar mais animais no pasto, para aproveitar toda a massa forrageira produzida; confinar ou investir mais em suplementação na seca, etc.</em></p>
<p><em>É muito arriscado fazer isso numa região com regime de chuvas curto, ou seja, onde se tira menor proveito da adubação nitrogenada. A não ser que eu instale um pivô na fazenda. Mas aí já começamos a extrapolar o limite do razoável, pois sou um pecuarista de porte médio e não tenho outras fontes de renda, ao contrário dos empresários que se tornam fazendeiros da noite para o dia e decidem desembolsar milhões em projetos hipertecnificados”</em>.</p>
<div id="attachment_408" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-408" class=" wp-image-408" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/garrotes-nelore-irca.webp" alt="" width="526" height="352" /><p id="caption-attachment-408" class="wp-caption-text">Machos de 25 meses, em pasto de braquiarão, no auge da seca de 2008.</p></div>
<p><strong>RENTABILIDADE</strong></p>
<p>José Cavalcanti sabe que está indo contra a corrente; afinal, até o governo federal defende a intensificação pecuária para diminuir pressões sobre a Floresta Amazônica. Mas não liga.</p>
<p>Nem quando o chamam de romântico e idealista, em tom condescendente ou provocativo. “A intensificação quase sempre é vista de forma unilateral. Muita gente se esquece de que, ao colocarmos mais bois por hectare, poluímos ainda mais o planeta, pois a emissão de CO2 torna-se maior do que o volume captado pelas pastagens. Sem falar na contaminação do solo e fontes hídricas pelo uso intensivo de adubos e agrotóxicos.</p>
<p>Quantos quilos de carne podemos produzir por hectare de maneira sustentável, com boa lucratividade? Essa é a conta que me interessa”.</p>
<p>Até 2006, José da Rocha Cavalcanti fazia confinamento, mas em 2007 e 2008 ele preferiu vender parte dos animais na recria, pois o preço do boi magro estava compensador e os custos de arraçoamento muito elevados (veja análise econômica de seu sistema de produção em quadro à parte). Segundo ele, a fazenda precisa produzir riqueza e não dívida e estresse para o proprietário, quando este vê sua conta fechar no vermelho. “Quem tem pouca terra e depende exclusivamente da pecuária para sustentar a família, além de manter seu quadro de funcionários motivados, com carteira assinada e bons salários, precisa planejar bem suas ações. Eu estou formando meu quinto filho com esses 800 hectares”, conta orgulhoso.</p>
<p><strong>Rentabilidade de 8,6% sobre o patrimônio</strong></p>
<p>Em setembro deste ano, o rebanho de Cavalcanti somava 1.170 cabeças, das quais 55,5% eram fêmeas com mais de dois anos. Pertencente à quarta geração de selecionadores da marca Nelore Irca, que neste ano comemora 93 anos de existência, ele comercializa anualmente 60 tourinhos e 40 fêmeas registradas. Mas, ao calcular sua rentabilidade, faz questão de excluir o valor agregado pela genética às 5.340@ líquidas que produziu em 2007, para possibilitar comparações com outros projetos de pecuária de corte.</p>
<p>Na análise econômica realizada por Alexandre Mendonça de Barros, professor da Fundação Getúlio Vargas e consultor da MB Agro, essas  5.340 arrobas foram cotadas a preço de gado comercial, pela praça de Goiânia   (R$ 85/@, até 15 outubro).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-409 alignleft" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/tabela-resultado.webp" alt="" width="323" height="411" srcset="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/tabela-resultado.webp 323w, https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/tabela-resultado-236x300.webp 236w" sizes="auto, (max-width: 323px) 100vw, 323px" />“Chegamos a um faturamento anual de R$ 440.706, ou seja, R$ 550/ha. Como o custo operacional foi de R$ 303.080, o pecuarista obteve receita líquida operacional de R$ 137.626 (retorno de 31,2%). Considerando-se o valor da terra na região de São Miguel do Araguaia (R$ 2.000/ha), a rentabilidade sobre o patrimônio foi de 8,6%.</p>
<p>Para uma propriedade de porte médio, que faz ciclo completo e conta com baixíssimo estoque inicial de recursos, esse é um resultado muito bom”, diz o economista.</p>
<p>Segundo o anuário Anualpec, da Consultoria AgraFNP, em 2007 as fazendas de porte semelhante (500 a 800 UA), que se dedicavam à cria/recria/engorda extensiva (no caso, pastejo contínuo tradicional, sem carga variável), registraram receita líquida operacional de 25% e rentabilidade sobre o patrimônio de 1,3%. Já naquelas que faziam ciclo completo intensivo, esses índices foram de  -22%  e  0,9%, respectivamente.</p>
<p>Mendonça de Barros enfatiza que um sistema de produção deve ser entendido a partir de suas restrições, como baixa disponibilidade de capital, meio ambiente adverso etc. “Frequentemente se afirma que, se não forem realizados investimentos e utilizados insumos na atividade pecuária, ela tenderá a desaparecer por sua baixa eficiência. Essas afirmações padecem de sentido econômico. Não é correto fazer generalizações sobre sistemas de produção. Sua eficiência deve ser avaliada a partir das restrições de capital de cada propriedade. Nesse sentido, a Fazenda Providência do Vale Verde é um exemplo de pecuária eficiente no Brasil”.</p>
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<p><strong>Carga animal variável, ajustada à forragem</strong></p>
<div id="attachment_412" style="width: 232px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dsc_0073.webp"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-412" class=" wp-image-412" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dsc_0073-199x300.webp" alt="" width="222" height="337" /></a><p id="caption-attachment-412" class="wp-caption-text">As primíparas recebem cuidados especiais, para que voltem a emprenhar logo.</p></div>
<p>O método de pastejo contínuo tem sido utilizado há gerações e ainda predomina em 90% das fazendas de gado de corte do País. Mas a maioria de seus adeptos faz manejo extensivo, ou seja, não ajusta a carga animal à forragem disponível nos pastos, em geral enormes, levando-os à degradação. José da Rocha Cavalcanti não faz parte desse clube. Ele dividiu seus 801 hectares de pastagens em piquetes relativamente pequenos (veja descrição do Método Irca na página seguinte). Além disso, criou um esquema de monitoramento das pastagens, com base em notas ou escores, que lhe permite verificar se a lotação está adequada ou não à oferta de forragem.</p>
<p>Cavalcanti faz pastejo contínuo com carga variável, método que o professor Sila Carneiro Filho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, considera tão bom quanto o rotacionado, quando bem-feito. “Se o produtor ajusta a lotação à oferta de forragem; se não deixa a gramínea passar do ponto nas águas, por falta de animais para consumi-la; se intuitivamente respeita as necessidades da planta, quando chove abaixo do esperado; se não castiga o capim no inverno, colocando na área mais gado do que ele suporta, o pastejo contínuo dá resultado positivo e pode sustentar boas lotações”, afiança.</p>
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<blockquote><p><strong>Equívocos comuns, segundo o Prof. Sila Carneiro Filho da ESALQ: </strong></p>
<p>1º) Uso do termo “sistema” para definir modalidades de pastejo.<br />
Segundo o professor Sila, sistema é um conjunto de fatores (clima, solo, plantas, animais, infra-estrutura, insumos etc.) organizados para a produção. O termo correto é método de pastejo ou, para ser mais preciso, método de colheita de forragem.</p>
<p>2º) Uso do termo “pastejo contínuo” sem considerar que…<br />
Não existe colheita contínua de forragem por parte dos animais, o que existe é presença contínua desses animais na área. Um perfilho (unidade básica de crescimento da planta) somente é visitado a cada 30 dias nesse método de pastejo, devido à menor lotação por hectare.</p>
<p>3º) Confusão de “pastejo contínuo” com extensivismo.<br />
A maioria dos pecuaristas pensa que fazer pastejo contínuo é colocar um grupo de animais numa área e largá-los lá, sem monitoramento, sem meta nenhuma. Isso, na verdade, é ausência de método, diz Sila, é puro extrativismo dos recursos naturais disponíveis.</p></blockquote>
<p>É verdade que o risco de errar é menor no rotacionado, afirma o professor. “Se o pecuarista tem 30 piquetes e usa um deles a cada dois dias, estará concentrando os animais em um/trinta avos da fazenda. Caso cometa algum erro de manejo, ele poderá corrigi-lo no dia seguinte, evitando danos ao restante da área. No rotacionado, as mudanças são mais bruscas, mais visíveis. Em um/dois dias, o capim passa, digamos, de 1 metro de altura para 30 cm. Já no pastejo contínuo, é preciso ter um olho muito bom, pois as mudanças na pastagem são sutis e todos os piquetes ficam ocupados ao mesmo tempo, todo o tempo, exigindo maior atenção do manejador”, diz Sila.</p>
<p><strong>OLHO DE ÁGUIA</strong></p>
<p>Na Fazenda Providência do Vale Verde, o olho que enxerga essas mudanças sutis é o do capataz Donizete dos Reis. Ele percorre a propriedade, observando os pastos e lhes conferindo notas de 1 a 9. O pasto considerado ideal é o de nota 5, que apresenta a maior quantidade de folhas disponíveis para alimentação dos animais. As piores são as de notas 1 (rapado) e 9 (passado). As demais são intermediárias: quanto mais próximas de 5, melhores; quanto mais próximas dos extremos, piores.</p>
<p>Hoje, o olho de Donizete está tão treinado que ele dá notas partidas: 4,5; 7,5 etc. O fato de os piquetes serem relativamente pequenos ajuda nessa avaliação. A freqüência do monitoramento varia de acordo com a estação do ano. Na época de maior crescimento das gramíneas, realiza-se uma inspeção a cada 10-20 dias; na seca, a cada 40 dias. Se o clima se comporta de forma diferente do previsto, encurta-se o intervalo de tempo entre as “leituras”.</p>
<p>Além do pasto, os bovinos também têm seu escore corporal avaliado por meio de notas. Um animal magro recebe nota 1 e um gordo, nota 5. “Criamos também uma forma de pontuar a média dos lotes, com registros de possíveis variações. Por exemplo: se o lote tem nota 3, mas nele encontram-se vacas de escore 5 (muito gordas), nós registramos na planilha 3/5”, explica José Cavalcanti.</p>
<p>Esse sistema de dupla avaliação é fundamental para o bom manejo dos piquetes, que são formados principalmente com andropógon (69% da área de pastagem) e braquiarão (17,85%), com alguns pequenos módulos de tanzânia, mombaça, massai e quicuio. “Desenvolvemos um conhecimento instintivo do comportamento desses capins. Claro que é possível estimar a massa forrageira disponível no pasto com ajuda de instrumentos, como o quadrado ou o disco medidor australiano, mas preferimos trabalhar com parâmetros visuais, que facilitam a tomada de decisões. Se um pasto e seu lote recebem notas baixas, é porque a carga está alta, exigindo medidas corretivas, como a substituição dos animais por outros mais leves. Se ambos (pasto e lote) obtêm boas pontuações, é porque acertamos no manejo”, diz o pecuarista.</p>
<p><strong>Prescrição padronizada de manejo evita confusões</strong></p>
<p><a href="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/metodo-pastejo-irca.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-413 alignleft" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/metodo-pastejo-irca.webp" alt="" width="353" height="136" srcset="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/metodo-pastejo-irca.webp 353w, https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/metodo-pastejo-irca-300x116.webp 300w" sizes="auto, (max-width: 353px) 100vw, 353px" /></a>*Método descrito com base nas regras estabelecidas pela Society for Range Managment. Os traços e os dois pontos não têm conotação matemática, apenas servem para separar os números.</p>
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<p><a href="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/metodo-pastejo-convencional.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-415 alignleft" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/metodo-pastejo-convencional.webp" alt="" width="349" height="132" srcset="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/metodo-pastejo-convencional.webp 349w, https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/metodo-pastejo-convencional-300x113.webp 300w" sizes="auto, (max-width: 349px) 100vw, 349px" /></a>Devido às diversidades edafoclimáticas e à complexidade dos sistemas de produção no mundo, existe tamanha quantidade de métodos de pastejo que a Society for Range Managment, instituição norteamericana que se dedica ao estudo da ecologia de pastagens, sugeriu que eles fossem descritos de forma padronizada, utilizando-se uma sequência numérica separada por um traço, uma vírgula e dois pontos, que neste caso não têm função aritmética<br />
(veja ilustração).</p>
<p>Dessa forma, qualquer técnico ou pecuarista poderá visualizar com facilidade os itens básicos do método de pastejo usado em determinada fazenda, evitando confusões.</p>
<p>José da Rocha Cavalcanti trabalha com 50 pastos, de 5 a 30 ha, e um lote de animais por pasto durante os 365 dias do ano, ou seja, com zero dias de descanso.</p>
<p>A divisão das pastagens em 50 piquetes não é casual. Tem a ver com o tamanho ideal do lote, que ele estipulou em no máximo 30 cabeças. Com base nesse critério, a área da pastagem pode variar de 15 ha a 25-30 ha, dependendo da fertilidade do solo, do clima local, do tipo de gramínea, etc. O importante é que o piquete tenha capacidade de suporte para pelo menos 10 anos.</p>
<p><strong>SEM CANSAÇO</strong></p>
<p>A meta de José Cavalcanti é evitar que as gramíneas recebam pontuação baixa e tenham de ser poupadas ara recuperação.</p>
<p><strong>“Meus pastos não descansam porque não cansam”</strong>, brinca ele, garantindo que o pastejo contínuo também não gera desperdício de forragem, ao contrário do que muitos pensam. O professor Sila Carneiro<br />
concorda. Segundo ele, a perda de forragem deve-se à ineficiência na colheita do capim, não ao método de pastejo.<br />
Por exemplo: se o produtor rotacionar um piquete de mombaça com período de descanso fixo de 30-35 dias, colherá forragem velha e de baixa qualidade, como também ocorre com os adeptos da “fartura” (leia-se sobra de capim) no pastejo contínuo.</p>
<p>Sila frisa que existem muitos equívocos em manejo de pastagens. Um dos mais comuns é considerar métodos de colheita de forragem como antagônicos. Tanto o rotacionado e quanto o contínuo podem ser técnica e economicamente viáveis, dependendo do sistema de produção, da capacidade de administrar riscos e da perícia do manejador. Uma forma de errar menos, diz o professor, é guiar-se pela altura do capim. Pesquisas conduzidas pela Esalq mostraram que o braquiarão sob pastejo rotacionado, por exemplo, deve ser colhido quando a sua altura atingir 25 cm, retirando-se os animais da área assim que a altura recuar para 10-15 cm. Sob pastejo contínuo, o ideal é manter o capim sempre a 20-40 cm do solo.</p>
<p>Nos dois métodos, o uso da pastagem pode ser mais ou menos intenso. “O que importa é administrar bem os recursos disponíveis. Se o pecuarista adubar, irrigar e colher mal a forragem, desperdiçará insumos e terá prejuízo. Trabalhar com forrageiras adequadas a cada sistema também ajuda bastante. Os panicuns, por exemplo, não são indicados para pastejo contínuo, pois precisam de um período de descanso para recompor suas reservas nutricionais e respondem bem à adubação nitrogenada, por isso se constituem em boa opção para quem faz colheita rotativa de forragem com base nessa prática”, diz o professor.</p>
<p><strong>LOTAÇÃO </strong></p>
<p>José Cavalcanti não se opõe à adubação em si. Já adubou moderadamente seus pastos de tanzânia e mombaça, que utiliza para alojar categorias mais exigentes, como as primíparas. Contudo, não admite dependência excessiva de insumos. Prefere soluções mais baratas e sustentáveis. Por exemplo: nunca calcula a lotação dos pastos considerando o consumo de 100% da forragem disponível; deixa sempre um percentual de capim para incorporação ao solo, na forma de matéria orgânica. É uma maneira natural de repor parte dos nutrientes extraídos do solo. “Meu sistema de produção está inserido no conceito de sustentabilidade. Aliás, os pecuaristas precisam começar a medir, quantificar, monitorar os prejuízos que causam ao meio ambiente com suas práticas de<br />
alta produtividade”, alerta.</p>
<p>Nas águas, Cavalcanti trabalha com 1,5 a 2 UA/ha, mas a lotação cai para 1,1 UA/ha na seca, quando ele vende animais. “Sou um criador, não um invernista. Digo que tenho datas de venda e não pesos de venda, embora precise colocar o máximo possível de quilos nos animais até à chegada do período estipulado para comercialização. No ciclo completo, cada etapa de produção deve ser nota dez. Não adianta ter eficiência apenas na recria, por exemplo”, diz o agrônomo. Ele procura explorar todo o potencial produtivo do andropógon nas águas, porque esse capim suporta maior pressão de pastejo (mais kg de peso vivo por kg de matéria seca produzida), enquanto as braquiárias prestam-se muito bem ao uso na seca.</p>
<p>Sobre limpeza de pastos, Cavalcanti tem opinião formada: “Nunca comprei um litro de herbicida na minha vida, para não eliminar as leguminosas nativas. Faço apenas roçagem manual ou mecânica”. Como a incidência de vermes no rebanho é baixa, ele gasta pouco com vermífugos. Já os suplementos minerais são preparados na fazenda, devido ao menor custo e por se tratar de produto formulado pelo agrônomo para as condições específicas da propriedade. Além de sal branco, minerais e proteína verdadeira (farelo de soja), os suplementos ainda contêm monensina utilizada como coccidiostático.</p>
<p><strong>O conforto em primeiro lugar</strong></p>
<p><a href="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dsc_00661.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-416 alignleft" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dsc_00661.webp" alt="" width="320" height="675" /></a>Para obter o melhor desempenho a pasto, os bovinos precisam de comida farta e muita tranqüilidade. O estresse pode gerar irritação, inapetência e, conseqüentemente, menor ganho ou até perda de peso. José da Rocha Cavalcanti leva o bem-estar animal muito a sério, pois seu sistema de produção depende de boas performances individuais. “Se c o l o c a rmo s quatro animais por hectare, ganhando 600 g/cab/dia, produziremos 2,4 kg/ha/dia. Se, no mesmo hectare, alojarmos apenas dois animais, dandolhes maior conforto e possibilidade de selecionar a forragem, poderão engordar<br />
1,2 kg/cab/dia, garantindo ao produtor os mesmos 2,4 kg diários que ele obteria com a lotação dobrada”, argumenta<br />
o pecuarista.</p>
<p>Cavalcanti garante conseguir nas águas (outubro a março), ganhos entre 1 e 1,4 kg/cab/dia em machos inteiros, com idade entre 22 e 27 meses, mantidos em pastos de andropógon com 22 ha cada e recebendo apenas<br />
sal mineral. Claro que não se pode desconsiderar a participação do efeito compensatório e da qualidade genética dos animais nesse ganho, mas, segundo Cavalcanti, a principal explicação para um desempenho tão superior à média, que é de 600-800 g/cab/dia, está no tamanho reduzido dos lotes, compostos por no máximo 30 animais.</p>
<p>Esse número não é cabalístico, mas fruto de observações. “Os bovinos têm forte instinto gregário, mas pouca memória. Eles só gostam de viver ao lado de quem conhecem. Em lotes compostos por mais de 30 cabeças, eles perdem a noção de quem é quem no lote. Quando isso ocorre, ficam estressados e engordam menos”, relata o pecuarista, cujas idéias têm conquistado adeptos (veja quadro da página 58).</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CADEIA DE VIRTUOSIDADES</strong></p>
<div id="attachment_417" style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dsc_0059.webp"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-417" class="size-full wp-image-417" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dsc_0059.webp" alt="" width="499" height="332" srcset="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dsc_0059.webp 499w, https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dsc_0059-300x200.webp 300w" sizes="auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px" /></a><p id="caption-attachment-417" class="wp-caption-text">Cavalcanti maneja os animais com visão de longo prazo para evitar estresse</p></div>
<p>Segundo Cavalcanti, quando os animais são agrupapos em pequenos núcleos, cria-se uma “cadeia de virtuosidades produtivas”: a taxa de fêmeas prenhes aumenta, nascem mais bezerros, que desmamam mais pesados e são abatidos mais cedo. Tudo isso porque eles vivem em situação de conforto. Cavalcanti utiliza uma fórmula clássica da nutrição na defesa de sua tese: a energia disponível para produção é igual à energia consumida pelo animal, menos a energia que ele usa para mantença corporal.</p>
<p><em>“Na literatura”, </em>diz Cavalcanti<em>, “encontramos apenas trabalhos relacionando demanda de energia para mantença com adaptabilidade ao ambiente, tamanho do bovino ou idade. Ninguém estudou ainda quanto essa demanda pode variar em função da qualidade da convivência do animal no lote. Se ela é confortável, harmoniosa, sobra mais energia para produção. Já constatei isso, várias vezes, a campo”.</em></p>
<p>A movimentação de lotes é feita com cautela e visão de longo prazo, para não provocar estresse. <em>“O ideal seria que os lotes permanecessem o ano inteiro no mesmo piquete, mas isso nem sempre é possível por causa da necessidade de adequação da carga animal aos pastos”</em>. Uma regra de ouro é não introduzir animais novos em grupos estruturados, compostos por indivíduos que já se conhecem e vivem juntos há algum tempo. É prejuízo na certa. Perde-se toda a seqüência de benefícios produtivos obtida até então, em função do bem-estar coletivo.</p>
<p>FORMAÇÃO DOS LOTES</p>
<p>José Cavalcanti valoriza muito o conceito de “família bovina”. As vacas permanecem com suas crias até os 10-12 meses. Ele não desmama os bezerros, por acreditar que o estresse da separação mãe-filho provoca na fêmea um dispêndio de energia maior do que o exigido pela amamentação. Deixa que o desmame ocorra naturalmente. A própria vaca afasta o bezerro quando sente que chegou o momento de pouparse para o novo filho que vai nascer. “Outro dia, vi dois bezerros mamando na mesma vaca, porque a mãe de um deles já estava em processo de desmama. Ele ali, satisfeito, e a mãe do amigo dando leite para os dois”, conta Cavalcanti.</p>
<div id="attachment_418" style="width: 547px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/vaca-amamenta-21.webp"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-418" class=" wp-image-418" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/vaca-amamenta-21.webp" alt="" width="537" height="305" /></a><p id="caption-attachment-418" class="wp-caption-text">Matriz IRCA (à direita) amamenta dois bezerros: o seu próprio filho e o da vaca ao centro, já em processo de desmama natural. Família bovina unida engorda unida. O bezerro fica com a mãe até 10-12 meses. A desmama ocorre naturalmente.</p></div>
<p>A utilização desse método em nada prejudica a taxa de prenhez, que, nos últimos quatro anos, registrou média de 93% nas nulíparas (fêmeas que nunca pariram), 81,5% nas primíparas e 89,33% nas multíparas.</p>
<p>Quando elas estão perto de dar cria, os bezerros são transferidos para outro piquete, mas aí já estão desmamados e integrados ao grupo contemporâneo<br />
(fêmeas e machos nascidos na mesma época). A separação por sexo somente é realizada em dezembro/janeiro, quando as novilhas completam 13-14 meses. Cerca de 20-40 são descartadas e as restantes destinadas à reposição.<br />
A maioria entra em manejo de inseminação com 22-24 meses, e as que emprenham formam novo lote.</p>
<p><strong>CUIDADOS ESPECIAIS</strong></p>
<p>As primíparas são reunidas em grupos específicos, de no máximo 25 cabeças, e recebem cuidados especiais para garantir a reconcepção, que depende muito da boa condição nutricional no terço final da gestação. Por isso, elas são alojadas nos melhores pastos, formados com tanzânia e mombaça. Trata-se de um lote delicado, exigente, que deve ser manejado com carinho e tranquilidade. Elas permanecem juntas até o diagnóstico de gestação, quando se faz um reagrupamento em função do índice de prenhez.</p>
<p>Como a fazenda está com o rebanho estabilizado, cerca de 200 fêmeas são vendidas anualmente: 40 na idade de sobreano, por questões técnicas; 120 já adultas, devido à pressão de seleção ou por estarem vazias, e 40 por terem alto potencial genético (fêmeas registradas). Já os machos passam por avaliação genética aos 15-17 meses. Aqueles que são classificados como tourinhos formam grupos à parte, e os demais permanecem juntos até que sejam vendidos para recria ou para o frigorífico.</p>
<p><strong>Prova dos nove</strong></p>
<div id="attachment_419" style="width: 138px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/JOSE-HENRIQUE.webp"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-419" class="size-full wp-image-419" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/02/JOSE-HENRIQUE.webp" alt="" width="128" height="96" /></a><p id="caption-attachment-419" class="wp-caption-text">José Henrique</p></div>
<blockquote><p>José Henrique Pereira Martins de Andrade, proprietário da Fazenda Nova América, também no município de São Miguel do Araguaia, sempre ouvia Cavalcanti falar sobre as vantagens dos lotes pequenos, mas se mantinha cético.</p>
<p>Um dia, decidiu tirar a prova dos nove e descobriu que o vizinho tinha razão. Andrade tinha 59 bois erados (quase três anos), com peso de 450 kg, mas ainda magros (sem gordura de cobertura). Era final das águas (abril/maio), não havia mais como engordar os animais somente a pasto e ele decidiu semi-confiná-los. Ao mesmo tempo, colocou outro lote de 25 novilhos, 10 meses mais novos e 100 kg mais leves, num piquete à parte, suplementados apenas com sal mineral.</p>
<p>Depois de 67 dias, o lote semi-confinado havia engordado 102 kg/cab, ao custo de R$ 239/cab. Já o segundo registrara o mesmo ganho de peso (102 kg), ao custo de R$ 8/cab. Técnicamente, esses dois grupos não poderiam ser comparados, porque tinham peso e idade diferentes, mas a experiência, segundo Andrade, foi reveladora.</p>
<p>“Hoje, acredito que a divisão dos animais em lotes pequenos melhora o ganho de peso”, diz o produtor, cuja fazenda tem 1.704 hectares e abriga 2.000 cabeças. Andrade também faz ciclo completo e se diz integrante da classe de pecuaristas que “carrega a carga nas costas, ou seja, não é dono de banco, não tem outras fontes de renda, nem vive na ilha da fantasia”.</p>
<p>Como seus pastos ainda são relativamente grandes, ele não consegue trabalhar apenas com lotes pequenos, mas se pudesse não hesitaria: os animais tornam-se mais produtivos, são mais fáceis de manejar e ficam menos estressados.</p></blockquote>
<p><strong>Menos estresse, mais produção.</strong></p>
<blockquote><p>A organização social dos bovinos a pasto em nada se parece com a hierarquia existente num batalhão militar, no qual o sargento dá ordens e os soldados obedecem. Assemelha-se mais com a de uma equipe, um time. Por isso, se o pecuarista separa animais que se dão bem juntos, desestrutura o grupo.</p>
<p><em>“É como se, numa equipe de futebol entrosada, o zagueiro se machucasse. Nesse caso, quem vai desempenhar sua função? Ele pode não ser o líder do grupo, mas desempenha um papel fundamental. A convivência diária, a distribuição de tarefas, os papéis vão ter de mudar.</em></p>
<p><em>Já observei que esses papéis, depois de estabelecidos, geralmente são mantidos. Evito mexer até nos vizinhos de pasto, para não gerar estresse, que reduz o ganho de peso”</em>, explica Cavalcanti.</p></blockquote>
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		<title>BeefPoint entrevista José da Rocha Cavalcanti</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jan 2022 20:48:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[Leia a entrevista feita pelo portal BeefPoint a José da Rocha Cavalcanti, quarta geração de uma família que cria Nelore desde 1916, administra a Fazenda Providência do Vale Verde, onde seleciona o Nelore IRCA com foco em quatro características para eficiência no sistema de produção de carne a pasto. Leia abaixo alguns dos pontos principais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.beefpoint.com.br/jose-da-rocha-cavalcantio-desafio-de-produzir-carne-de-qualidade-com-eficiencia-e-baixissimo-custo-4525/" target="_blank" rel="noopener">Leia a entrevista feita pelo portal BeefPoint a José da Rocha Cavalcanti</a>, quarta geração de uma família que cria Nelore desde 1916, administra a Fazenda Providência do Vale Verde, onde seleciona o Nelore IRCA com foco em quatro características para eficiência no sistema de produção de carne a pasto.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-329" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/entrevista-jose-rocha-cavalcanti-foto-nelore.jpg" alt="" width="500" height="316" srcset="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/entrevista-jose-rocha-cavalcanti-foto-nelore.jpg 500w, https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/entrevista-jose-rocha-cavalcanti-foto-nelore-300x190.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>Leia abaixo alguns dos pontos principais da entrevista.</p>
<blockquote><p>Os resultados econômicos são maximizados a partir de duas estratégias: tendo como primeira a seleção e preservação de uma genética herdada de seus antepassados que tiveram o pioneirismo científico de priorizar características como fertilidade, habilidade materna e acabamento precoce de carcaça no ambiente a pasto e a segunda na adoção de um manejo onde procura-se otimizar o desempenho animal pela eliminação do stress.</p></blockquote>
<p>Algumas das perguntas realizadas:</p>
<ul>
<li>O senhor poderia nos descrever a fazenda em que trabalha?</li>
<li>Quais são as diretrizes do seu trabalho de seleção?</li>
<li>Por que o foco em adaptação a pasto?</li>
<li>Como é o manejo de pastagem adotado?</li>
<li>Qual a estrutura de divisão de pasto?</li>
<li>Qual a importância da fertilidade e precocidade sexual?</li>
<li>Que resultados tem atingido na área de fertilidade e precocidade sexual?</li>
<li>Quais as vantagens de se ter um sistema exclusivo a pasto?</li>
<li>Como é o desenvolvimento ponderal dos machos quando só criados a pasto?</li>
<li>Quais os maiores problemas encontrados hoje em uma fazenda que cria reprodutores?</li>
<li>Qual a importância da qualificação da mão de obra na propriedade hoje?</li>
</ul>
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		<title>José da Rocha Cavalcanti: a pesagem em jejum assegura ao produtor argumentos justos de que o rendimento de carcaça foi aquém de suas expectativas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jan 2022 20:43:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[José da Rocha Cavalcanti, pecuarista, comentou sobre o artigo Por que não há uma padronização no rendimento de carcaça dos animais enviados ao abate?. Confira o comentário abaixo: Ao meu ver, a questão está na “idoneidade” do frigorífico de repassar ou não seus viés de metas diárias “no ganho da compra” e nos “ganhos da indústria” [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="section the_content has_content">
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<p>José da Rocha Cavalcanti, pecuarista, comentou sobre o artigo <a href="https://www.beefpoint.com.br/radares-tecnicos/sistemas-de-producao/por-que-nao-ha-uma-padronizacao-no-rendimento-de-carcaca-dos-animais-enviados-ao-abate/" target="_blank" rel="noopener">Por que não há uma padronização no rendimento de carcaça dos animais enviados ao abate?</a>. Confira o comentário abaixo:</p>
<blockquote><p>Ao meu ver, a questão está na “idoneidade” do frigorífico de repassar ou não seus viés de metas diárias “no ganho da compra” e nos “ganhos da indústria” para que o rendimento de carcaça não tenha distorções.</p>
<p>A pesagem em jejum assegura ao produtor argumentos justos de que o rendimento de carcaça de seus animais foi aquém (ou raramente além) de suas expectativas.</p>
<p>As diferenças nem sempre estão na “limpeza” e sim nas “balanças eletrônicas e modernas” que alteram a tara por um simples controle remoto. As diferenças alcançam de 4 a 5% abaixo do esperado.</p></blockquote>
<p>Leia o artigo na íntegra: <a href="https://www.beefpoint.com.br/radares-tecnicos/sistemas-de-producao/por-que-nao-ha-uma-padronizacao-no-rendimento-de-carcaca-dos-animais-enviados-ao-abate/" target="_blank" rel="noopener">Por que não há uma padronização no rendimento de carcaça dos animais enviados ao abate?</a>.</p>
</div>
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		<title>José R. Cavalcanti: precisamos de uma mega associação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jan 2022 20:40:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[O leitor do BeefPoint José da Rocha Cavalcanti (Produção de gado de corte), de São Miguel do Araguaia, Goiás, enviou um comentário ao artigo “Pedro Eduardo de Felício comenta o processo de consolidação dos frigoríficos brasileiros“. Abaixo leia a carta na íntegra. “Para o produtor resta uma única saída: para enfrentar as megas fusões criar [&#8230;]]]></description>
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<p>O leitor do BeefPoint José da Rocha Cavalcanti (Produção de gado de corte), de São Miguel do Araguaia, Goiás, enviou um comentário ao artigo “<a href="https://www.beefpoint.com.br/?noticiaID=57352&amp;actA=7&amp;areaID=15&amp;secaoID=125"><u>Pedro Eduardo de Felício comenta o processo de consolidação dos frigoríficos brasileiros</u></a>“. Abaixo leia a carta na íntegra.</p>
<p><i>“Para o produtor resta uma única saída: para enfrentar as megas fusões criar uma mega associação de classe nacional.</i></p>
<p>Identificar e eleger líderes que conheçam e falem a língua do PRODUTOR.</p>
<p>Uma associação disposta a contratar os melhores técnicos das diversas áreas que demonstrem competência para apresentar nas mesas de negociações propostas bem elaboradas, de médio a longo prazo, que atendam os anseios de lucratividade dos diversos elos dos produtores.</p>
<p>Assessorar os produtores na identificação de sistemas de produção compatíveis com sua capacidade de gestão e comercialização, mantendo um relacionamento de negócios com os frigoríficos ganha-ganha.</p>
<p><i>Ainda vale o velho adágio popular: caititu fora da manada é comida de onça.”</i></p>
<p><a href="https://www.beefpoint.com.br/?noticiaID=57352&amp;actA=7&amp;areaID=15&amp;secaoID=125"><u>Clique aqui para ler mais opiniões sobre este assunto.</u></a></p>
</div>
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		<title>Formação de lotes é boa estratégia no manejo racional</title>
		<link>https://neloreirca.com.br/na-midia/formacao-de-lotes-e-boa-estrategia-no-manejo-racional/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jan 2022 20:36:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[Por José da Rocha Cavalcanti1 A pecuária de corte está sempre desafiando seus administradores quando da tomada de decisões, para obtenção de bons resultados. Em sua ação cíclica, essa atividade enfrenta momentos em que as margens de ganho tornam-se pequenas. Mantendo o negócio sob controle, nas fases favoráveis, pode faze-lo deslanchar, provendo a estabilidade da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="section the_content has_content">
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<p><b>Por José da Rocha Cavalcanti<sup>1</sup></b></p>
<p>A pecuária de corte está sempre desafiando seus administradores quando da tomada de decisões, para obtenção de bons resultados. Em sua ação cíclica, essa atividade enfrenta momentos em que as margens de ganho tornam-se pequenas. Mantendo o negócio sob controle, nas fases favoráveis, pode faze-lo deslanchar, provendo a estabilidade da exploração.</p>
<p>Em geral, a discussão sobre o modo de operar a pecuária se estabelece com base em duas formas: a extensiva e a intensiva.</p>
<p>A extensiva, freqüentemente identificada com o pastejo fixo, nem sempre é bem conduzida. Na maioria das vezes, é desenvolvida em ambiente deficitário de infra-estrutura, administrando uma manutenção de estoque do rebanho (reserva de capital) com baixas expectativas de produção.</p>
<p>A intensiva, identificada com a adoção do pastejo rotacionado, visa a maximizar a produção por área e, por isso, atrai irresistivelmente a atenção dos pesquisadores. Para seu desenvolvimento, entre outras exigências, requer um maior aporte de capital investido, uma maior utilização dos insumos “dolarizados” e mão-de-obra mais especializada. Com isso, à exceção dos módulos pequenos, operados por mão-de-obra familiar, quase sempre termina por gerar renda negativa, principalmente por não contar com uma âncora cambial nas arrobas produzidas para atrelar aos insumos exigidos.</p>
<p>Pessoalmente, prefiro uma abordagem diferente na forma de conduzir o negócio da pecuária de corte: eficiência produtiva. É o que busco na Fazenda Providência do Vale Verde, em São Miguel do Araguaia, GO. A busca dessa eficiência produtiva pressupõe a utilização moderada dos insumos, infra-estruturas de bom retorno do capital investido e melhor desempenho de mão-de-obra, que resulte num maior número de animais bem assistidos por cada vaqueiro. Como objetivo se persegue a produção ótima, em vez da produção máxima. O mais importante, é maximizar as receitas líquidas.</p>
<p>Para tanto, utilizamos o sistema de pastejo fixo, com carga variável, respeitando a convivência estabelecida entre os animais nos seus respectivos lotes. Isso significa que, quando se precisa alterar a pressão de pastejo de um determinado pasto, se troca os lotes (representando cargas animais diferentes) dos pastos sem alterar a sua composição, isto é, sem alternar ou substituir os animais de cada lote. Um monitoramento mensal, por meio de notas para avaliar as condições do capim (quantidade de folhas) e o estado corporal médio dos animais de cada lote, é que indica o momento de se fazer às trocas.</p>
<p>Ao reduzir o estresse, estamos diminuindo a quantidade de energia utilizada para a mantença corporal, direcionando um saldo maior da energia consumida, para a produção. Esta maior produção, causada indiretamente pelo conforto animal, constitui a base da eficiência produtiva.</p>
<p>Entre outros fatores, o conforto animal está diretamente relacionado com o tempo gasto pelo animal para realizar a sua dieta, pela facilidade de acesso ao bebedouro e cocho de sal e pelas condições para estabelecer o seu grupo de convivência. Os bovinos têm o instinto gregário, gostam de viver em grupos de animais da mesma espécie, limitados a um determinado número, nos quais cada conhece o outro. Ao adequar o número de animais à capacidade de memorização de quem é quem no lote, proporcionamos uma convivência harmoniosa entre eles, que, então, podem expressar o seu comportamento natural, sem medo de sofrimentos, facilitando a sua locomoção e descanso.</p>
<p>Estudos recentes dão conta de grupos naturais de bovinos, formados por 12 animais, na África. Na Providência do Vale Verde, temos trabalhado com 25-30 cabeças para formar lotes de vacas (bezerro mamando não conta), e com 18-20 animais para as categorias mais exigentes, como as primíparas e vacas com mais de dez crias. Bezerras desmamadas representam a categoria mais importante na composição de um rebanho produtivo – porque têm definido seu desempenho reprodutivo com a qualidade de vida e alimentação no pós-desmama – e, por isso, seus lotes não devem ultrapassar 30 cabeças.</p>
<p>Garrotes machos inteiros, devido ao feromônio (hormônio masculino), têm sua capacidade de memorização prejudicada, chegando a causar ferimentos nas patas traseiras de tanto que montam um no outro, tentando definir quem é quem no lote. Para essa categoria, o lote ideal é de 20-25 cabeças.</p>
<p>Ao agrupar os animais, deve-se dar prioridade para que sejam da mesma espécie, idades ou categorias semelhantes, e que estejam no mesmo estágio reprodutivo (fêmeas paridas ou solteiras, por exemplo). Em princípio, esses lotes, uma vez formados, devem ser definitivos, para usufruírem ao máximo do benefício da sociabilidade estabelecida. Nulíparas e primíparas, geralmente, são reagrupadas após diagnósticos de gestação, quando se trabalha com uma estação de monta definida, para se manter a uniformidade do estágio reprodutivo.</p>
<p>Uma dica importante: se for necessário reorganizar os lotes, com mudança de alguns animais, a melhor época é na floração do capim. Com a massa abundante, dando indicação da fartura de comida, os animais tornam-se bem mais sociáveis.</p>
<p>Com esse manejo a Fazenda Providência do Vale Verde, está produzindo 7,5 @ de carne / ha de capim/ano (225 Kg de Peso Vivo/ha de capim). A média brasileira é 40 Kg de PV/ha.</p>
<p>__________________________<br />
<sup>1</sup>José da Rocha Cavalcanti é engenheiro agrônomo, integrante do GAMA, selecionador do Nelore Irca, em São Miguel do Araguaia/GO</p>
<p><sup>artigo originalmente publicado na revista DBO Rural</sup></p>
<p>Fonte: <a href="https://www.beefpoint.com.br/formacao-de-lotes-e-boa-estrategia-no-manejo-racional-21710/" target="_blank" rel="noopener">https://www.beefpoint.com.br/formacao-de-lotes-e-boa-estrategia-no-manejo-racional-21710/</a></p>
</div>
</div>
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		<title>Nelore IRCA inova na seleção e utiliza ultrassonografia para coleta de dados</title>
		<link>https://neloreirca.com.br/na-midia/nelore-irca-inova-na-selecao-e-utiliza-ultrassonografia-para-coleta-de-dados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jan 2022 20:33:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma seleção que teve início em 1916, na Usina Serra Grande, em São José da Lage, AL, com 40 cabeças, pelas mãos do Cel. Carlos B. P. de Lyra, atravessou o século XX e chegou ao XXI, tendo como foco a eficiência do animal a pasto, como atesta o responsável pelo Nelore IRCA, José da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Uma seleção que teve início em 1916, na Usina Serra Grande, em São José da Lage, AL, com 40 cabeças, pelas mãos do Cel. Carlos B. P. de Lyra, atravessou o século XX e chegou ao XXI, tendo como foco a eficiência do animal a pasto, como atesta o responsável pelo Nelore IRCA, José da Rocha Cavalcanti, bisneto do Cel. Lyra, proprietário da Fazenda Providência do Vale Verde, em São Miguel do Araguaia, GO.</em></strong></p>
<p>Para Cavalcanti, “o IRCA é uma linhagem com um programa de seleção dentro do padrão racial supervisionado pela ABCZ, selecionando uma genética na qual os animais são eficientes tendo o pasto como dieta”. Em sua opinião, é uma opção interessante devido às características saudáveis que proporciona, por ter seu genótipo selecionado em um ambiente natural, ou seja, é bom tanto em genética, quanto em economia.</p>
<p>“O mais importante é termos genética de produção de carne de qualidade e eficiente em ambiente de capim. O objetivo é obter a maximização da renda líquida”, justifica, afirmando que a seleção IRCA apresenta como diferenciais o abate de animais jovens – entre 22 e 28 meses -, que apresentam média de peso entre 16 e 18 arrobas, com bom acabamento de gordura, e fêmeas férteis e de boa capacidade de desmame.</p>
<p>Para obter animais com esse potencial, segundo Cavalcanti, quatro características são extremamente importantes: fertilidade, acabamento de carcaça com precocidade, boa habilidade materna e seleção a pasto. “A seleção do Nelore IRCA tem essa filosofia mantida em uma tradição de 88 anos”, destaca.</p>
<p>Nesse processo de seleção, sempre atento aos princípios da produção de carne a pasto, a utilização de novas tecnologias é bem-vinda. Recentemente, foi a ultrassonografia que conquistou Cavalcanti, para quem a avaliação do rendimento da carcaça tem como pré-requisito decompor o peso vivo que o animal apresenta na balança em quilos de carne de boa qualidade por unidade de carcaça.</p>
<p>Segundo ele, o peso em si não reflete quanto de carne há na carcaça: “Pode-se ter um animal de elevado peso e baixo rendimento de carcaça. O mais importante é selecionar os melhores animais com essa característica, tanto visualmente, quanto com o auxílio da ultrassonografia, que transforma em dados numéricos as imagens da área de olho de lombo e da espessura de gordura”, explica.</p>
<p>O objetivo do uso da ultrassonografia, de acordo com Cavalcanti, é somar essas informações àquelas obtidas na avaliação visual. “Acreditamos que a ultrassonografia auxiliará a ter uma informação consistente, que a balança não mostra. Balança só mostra peso. Podemos ter um animal de 500 kg ‘magro’ e um de 480 kg ‘gordo’ e com bom rendimento”, acrescenta.</p>
<p>O que o levou a adotar essa tecnologia foi o desejo de oferecer aos clientes da genética IRCA informações mais precisas, montar um banco de dados que possa auxiliar nas decisões. “O produtor de genética precisa estar consciente de suas responsabilidades, pois o resultado de seus clientes dependerá de suas decisões. Quando trabalhamos com espécies de intervalos de geração mais longos, como os bovinos, a vida se torna curta para absorver nossos erros”, reforça.</p>
<p>Mais informações podem ser obtidas através do formulário abaixo.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.beefpoint.com.br/nelore-irca-inova-na-selecao-e-utiliza-ultrassonografia-para-coleta-de-dados-20489/" target="_blank" rel="noopener">https://www.beefpoint.com.br/nelore-irca-inova-na-selecao-e-utiliza-ultrassonografia-para-coleta-de-dados-20489/</a><br />
Por: Assessoria de imprensa do Nelore IRCA</p>
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		<title>José da Rocha Cavalcanti:O desafio de produzir carne de qualidade, com eficiência e baixíssimo custo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jan 2022 20:28:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[Material retirada do site Beefpoint O engenheiro agrônomo José da Rocha Cavalcanti, 48 anos, quarta geração de uma família que cria Nelore há 86 anos, administra a Fazenda Providência do Vale Verde, onde seleciona o Nelore IRCA com o foco centralizado em quatro características importantes para se alcançar eficiência no sistema de produção de carne [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Material retirada do site <a href="https://www.beefpoint.com.br/jose-da-rocha-cavalcantio-desafio-de-produzir-carne-de-qualidade-com-eficiencia-e-baixissimo-custo-4525/" target="_blank" rel="noopener">Beefpoint</a></p>
<p><strong><em>O engenheiro agrônomo José da Rocha Cavalcanti, 48 anos, quarta geração de uma família que cria Nelore há 86 anos, administra a Fazenda Providência do Vale Verde, onde seleciona o Nelore IRCA com o foco centralizado em quatro características importantes para se alcançar eficiência no sistema de produção de carne a pasto.</em></strong></p>
<p>Os resultados econômicos são maximizados a partir de duas estratégias: tendo como primeira a seleção e preservação de uma genética herdada de seus antepassados que tiveram o pioneirismo científico de priorizar características como fertilidade, habilidade materna e acabamento precoce de carcaça no ambiente a pasto e a segunda na adoção de um manejo onde procura-se otimizar o desempenho animal pela eliminação do stress.</p>
<p><strong>O senhor poderia nos descrever a fazenda em que trabalha?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> A Fazenda Providência do Vale Verde, localizada em São Miguel do Araguaia no estado de Goiás, situada na área de cerrado deste município, portanto tem os seus solos ácidos e de menor fertilidade aliado a um clima quente com boa distribuição de chuvas, o que constitui uma vocação natural para criação de gado de corte. Respeitada as suas áreas de preservação ela possui 800 hectares de pastagens sendo 70% de andropogon, 12,5% de braquiaria humidícula, 12,5 % de braquiaria brizanta, 5% de tanzânia.</p>
<p><strong>Quais são as diretrizes do seu trabalho de seleção?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> Selecionar uma genética que proporcione uma eficiente produção de carne num sistema de produção a pasto.</p>
<p>Produzir e comercializar reprodutores que transmitam a outros rebanhos o que de melhor existe em nossa seleção. Através de uma rigorosa avaliação quantificamos a superioridade dos melhores de cada safra, medindo seu desempenho nas fases de desmama sobreano e reprodução. A fim de garantir que esses animais selecionados venham a ser touros melhoradores, submetemos ao julgamento do técnico da ABCZ, de modo a assegurar as características nobres da raça.</p>
<p><strong>Por que o foco em adaptação a pasto?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> No decorrer desses últimos anos estamos convivendo com o valor da arroba oscilando entre 17-22 dólares e não parece que isso vá mudar num curto espaço de tempo, principalmente pela dificuldade da nossa economia em conviver com um salário mínimo em torno de cem dólares. Posta esta premissa não nos resta outra opção a não ser a criação a pasto para que tenhamos assegurada uma boa rentabilidade. Um sistema eficiente de produção a pasto implica em moldarmos um biotipo de animal que consiga metabolizar com eficiência a gramínea disponível e proporcionar uma produção ótima em vez de máxima. Isto é, aquela que proporciona um maior lucro.</p>
<p><strong>Como é o manejo de pastagem adotado?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> Em nosso manejo de pastagem optamos pelo sistema de “Pastejo fixo com carga variável” respeitando-se a “sociabilidade” de cada lote. Isto implica que, quando precisamos variar a carga de um pasto, trocamos lotes de carga diferente sem mexer na composição do lote. Os bovinos têm o hábito gregário de viver, e isso faz com que eles determinem através de disputas que animais farão parte de seu “círculo” de convivência, há uma limitação na memória deles para reconhecer o que ficou determinado no dia anterior, isso determina um n.º ideal de animais para compor o lote, se respeitarmos essa organização, diminuiremos o stress e aumentamos a produção.</p>
<p><strong>Quando é feita a mudança dos pastos?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> Através de um acompanhamento mensal por um escore pré-estabelecido de notas que representam a quantidade de folhas que compõe a pastagem, avaliamos a necessidade de troca ou não de determinado lote daquele pasto. Este sistema determina que a carga animal seja compatível com 70% da matéria seca produzida em cada pasto, o que proporciona uma incorporação de matéria orgânica anual referente aos 30% restante. Apesar do aparente “desperdício” a produção obtida em termos de peso vivo por hectare é mais lucrativa devido a não submetermos os animais a nenhum período crítico de restrição alimentar, por proporcionar um pastejo seletivo, favorecendo um maior desempenho individual.</p>
<p><strong>Qual a estrutura de divisão de pasto?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> Nossos pastos tem uma área média variando de 20 a 25 hectares, com bebedouro e cocho de sal independentes, com uma forma predominante de um quadrado. Servido por corredores que facilitam a vinda dos lotes ao curral.</p>
<p><strong>Qual a importância da fertilidade e precocidade sexual?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> A fertilidade é a característica de maior importância num rebanho de cria. Pesquisadores já demonstraram que é a característica que mais influencia na lucratividade de um sistema de cria-recria-engorda. Proporcionalmente é três vezes maior que o aumento do peso carcaça dos animais abatidos.</p>
<p>A precocidade sexual é a característica que maximiza a fertilidade. Se um criador adotar como critério único de seleção a fertilidade, em poucos anos ele terá um excelente rebanho e terá agregado outras características naturalmente.</p>
<p><strong>Que resultados tem atingido na área de fertilidade e precocidade sexual?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> Nosso resultado nos últimos três anos após dez anos que adotamos uma estação de monta única/ano com duração média de 83 dias é:</p>
<p>– nulíparas e vacas paridas – 93% de prenhes,<br />
– primíparas – 75% de prenhes<br />
– Índice geral de 88% de prenhes.</p>
<p>Precocidade – bezerras expostas a touros a pasto (sem suplementação) com mineralização na faixa de 80-120 gr /dia tiveram um índice de 16% de prenhez aos 15 meses. Neste índice estão computadas 98% das fêmeas que desmamaram na fazenda.</p>
<p><strong>Quais as vantagens de se ter um sistema exclusivo a pasto?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> No sistema de criação a pasto o importante é definir o momento de comercialização dos machos e a melhor época para parição das fêmeas. O sucesso vai depender de como vamos sincronizar o período de maior exigência alimentar do animal com o período de maior oferecimento de capim pela pastagem. Nas vacas sabemos que este período ocorre nos três meses que antecede ao parto e nos três meses após o parto, isto porque é necessário que ela tenha o menor tempo de serviço (intervalo entre o parto e a ovulação fértil) afim de viabilizar um parto a cada 12/14 meses.</p>
<p>Para os machos seria os seis meses que antecedem o abate, onde se faz necessário uma maior ingestão de matéria seca afim de promover o acabamento da carcaça. A decisão mais correta quando não se pretende comercializar os machos ao final da primeira seca, é fornecer uma boa pastagem com mineralização sem suplementação e usufruir do ganho compensatório que ocorrerá no próximo período de boas pastagens abatendo este animal em torno dos 24 meses com 250kg de peso carcaça. Com o preço da arroba oscilando entre 17 e 22 dólares não se pode agregar custos fixos na produção desta arroba. O zebu desde que bem empastado em sua primeira seca evidência uma de suas características peculiares – o ganho compensatório na fase pós seca.</p>
<p><strong>Como é o desenvolvimento ponderal dos machos quando só criados a pasto?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> Nossos machos aos 28 meses tem apresentado um peso médio nestes últimos 4 anos de 508/514 kg de peso vivo com bom acabamento de sua carcaça o que permite uma liquidez para o abate a partir dos 22 meses de idade. Nesta média incluímos todos os animais da safra da fazenda onde o menor peso foi 450 kg, e o maior 620 Kg.</p>
<p><strong>Quais os maiores problemas encontrados hoje em uma fazenda que cria reprodutores?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> Ser produtor de reprodutor requer uma sensibilidade embasada na técnica e na vivência do dia a dia do melhoramento. A decisão de que touro acasalar muitas vezes vai depender mais do bom senso do que mesmo da informação técnica disponível. Por exemplo a DEP peso não prediz a quantidade de carne por unidade de carcaça. Mais importante que o peso é o acabamento de carcaça. Pode se ter dois animais de 500 kg e um estar gordo e o outro magro. Peso sem acabamento significa maior tempo de engorda, maiores risco e custo consequentemente menor rentabilidade. Ao contrário quando se tem acabamento precoce tem-se um giro mais rápido, maior número de bois por área de pasto, o que resulta numa maior produção de arroba por ciclo de engorda. A cultura do pecuarista, até então era de “quanto maior o animal, melhor”, pesquisadores tem demonstrado que no pasto a vaca de 450kg é mais produtiva que a de 600kg. O produtor de reprodutores deve priorizar resultados e não dar lugar a animais privilegiados. Selecionar é descartar, quem não descarta coleciona.</p>
<p><strong>Qual a importância da qualificação da mão de obra na propriedade hoje?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> É primordial para se formar um equipe capaz de executar com interesse as etapas, para se atingir as metas. À medida que incorporamos informações e elas são assimiladas, os obstáculos são vencidos facilmente.</p>
<p><strong>Qual a influência das recentes alterações no cenário pecuário mundial (BSE, aftosa, rastreabilidade, carnes certificadas) para um produtor de gado de corte?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> A maior influência foi despertar o produtor de gado de corte paras suas responsabilidades em relação à sanidade de seus rebanhos.</p>
<p><strong>Como o senhor visualiza a produção de carne bovina no Brasil num futuro próximo? E quais os desafios que a cadeia de carne irá enfrentar daqui para frente?</strong></p>
<p><strong>JRC:</strong> A produção de carne no Brasil precisa estar atenta em :</p>
<p>* Absorver uma mão de obra mais qualificada e por isso mais bem remunerada.</p>
<p>* Preocupação ambiental e preservação do solo.</p>
<p>* Preservação da qualidade da água.</p>
<p>* Aumentar a produção sem comprometer a saúde do consumidor (risco zero).</p>
<p>* A Fazenda de gado de corte deve significar qualidade de vida aos animais que lá produzem e aos homens que nela trabalham.</p>
<p><strong>Desafios da cadeia de carne:</strong></p>
<p>* maior diálogo entre os seguimentos desta cadeia afim de compreenderem que os vários elos que a compõe são parceiros e não concorrentes.</p>
<p>* Maior preparo técnico/político dos nossos negociadores no fórum internacional. A União Europeia muito em breve estará ávida em recuperar seus mercados e para isso não nos poupará com ataques de que somos predadores da natureza, exploradores de mão de obra e inescrupulosos no uso da água do planeta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>////</p>
<p>Originalmente essa entrevista foi realizada pela Equipe BeefPoint, para o site da Merial.</p>
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		<title>Produção de carne de qualidade à pasto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Dec 2021 11:54:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Galeria de Fotos]]></category>
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<div class='flex_column av-85d6c-95dd242d0ff353e556b4b610bd0cb22b av_one_third  avia-builder-el-2  el_after_av_two_third  avia-builder-el-last  flex_column_div '   ><section  class='av_textblock_section av-kxhh7qaz-0d0063d70549361e1075752a6d4c5264 '  itemscope="itemscope" itemtype="https://schema.org/BlogPosting" itemprop="blogPost" ><div class='avia_textblock '  itemprop="text" ><p>Animais selecionados na severidade do ambiente agregam qualidades que lhes proporcionam condições de produtividade mesmo quando o oferecimento de matéria seca é menor.</p>
</div></section></div>
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		<title>Tempos de incertezas geram novas oportunidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Dec 2021 19:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando tudo parecia um “céu de brigadeiro” as incertezas afloraram de todos os cantos: risco soberano, alavancagem bancaria européia, volatilidade de valores das ações e moedas, crise política. Com custos de produção cada vez maiores, os preços pagos pela arroba do boi gordo ainda que elevados, não garantem os lucros. Gestores mais do que nunca [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando tudo parecia um “céu de brigadeiro” as incertezas afloraram de todos os cantos: risco soberano, alavancagem bancaria européia, volatilidade de valores das ações e moedas, crise política.</p>
<p>Com custos de produção cada vez maiores, os preços pagos pela arroba do boi gordo ainda que elevados, não garantem os lucros.</p>
<p>Gestores mais do que nunca precisam de insights para aconselhar os produtores a permanecerem no negócio e animar outros mais jovens a entrarem no negócio.</p>
<p>O maior desafio para a pecuária e agricultura será identificar oportunidades para que as próximas gerações assumam a tarefa de alimentar o mundo.</p>
<p>A produção agrícola é uma grande vocação, mas temos que ser diligentes em nossos processos e olhar para o futuro vendo a aprovação de um código florestal coerente com nossa realidade de país celeiro do mundo, leis tributárias adequadas ao desenvolvimento.</p>
<blockquote>
<h3>O conhecimento dos custos de produção leva a expectativa das margens de lucro.</h3>
</blockquote>
<p>Elaborar um plano, conhecer os riscos e tirar proveito de oportunidades geradas a partir da criatividade no realinhamento de formas tradicionais no modo como operamos o negócio na produção de carne.</p>
<p>A banalização da palavra vem gerando dúvidas em muitos profissionais sobre a real “estratégia” da empresa.</p>
<p>Estratégia é a definição de como recursos serão alocados para se atingir determinado objetivo. Usada originalmente na área militar, esta palavra hoje é bastante usada na área de negócios.</p>
<p>A estratégia começa com uma visão de futuro e implica na definição clara de seu campo de atuação, na habilidade de previsão de possíveis reações às ações empreendidas e no direcionamento que a levará ao crescimento.</p>
<p>Procure responder: qual a estratégia de produção que sua empresa visualiza. Numa era turbulenta, o único trunfo confiável é a capacidade de antecipar as circunstâncias e reinventar o modelo de negócios</p>
<p>Precisamos adquirir resiliência estratégica, e esta não é fácil. Resiliência estratégica não é reagir a uma crise isolada. Não é se recuperar de um revés. É antes, a capacidade de se antecipar – e se ajustar – continuamente a profundas tendências seculares capazes de abalar de forma permanente a força geradora de lucros de um negócio.</p>
<p>Resiliência é a capacidade de mudar antes que a necessidade de mudança se torne imperativa.</p>
<p>Para prosperar em tempos turbulentos, a empresa deve ser, na renovação, tão eficaz quanto o é na produção de bens e na oferta de serviços.</p>
<p>Precisamos de ânimo na pecuária de produção, o que pode significar adotar formas não tradicionais, sendo criativo e construindo novas maneiras de operar assimiladas com as lições que você aprendeu ao longo dos anos.</p>
<p>Qual é o melhor conselho que você daria a um jovem iniciante na pecuária?</p>
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		<title>Quatro gerações de um touro nelore IRCA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Dec 2021 18:56:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[Bezerros nelore IRCA nascidos em outubro de 2011, filhos do HULSUR 3907 IRCA, este é filho do CANGACEIRO 2116 IRCA que é filho do TERREMOTO 1134 IRCA. Esta apresentação no SlideShare e o vídeo a seguir no Youtube referente ao slide no.7 demonstram através da padronização da carcaça e biotipo a consistência genética do trabalho [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bezerros nelore IRCA nascidos em outubro de 2011, filhos do HULSUR 3907 IRCA, este é filho do CANGACEIRO 2116 IRCA que é filho do TERREMOTO 1134 IRCA.</p>
<p>Esta apresentação no SlideShare e o vídeo a seguir no Youtube referente ao slide no.7 demonstram através da padronização da carcaça e biotipo a consistência genética do trabalho de seleção.</p>
<p>A seleção do nelore IRCA iníciada em 1916 hoje utiliza as mais modernas tecnologias como ultra-sonografia de carcaça/AVAL-Goiânia-GO, avaliação genética/GenSys-Porto Alegre-RS e e registros genealógicos/ABCZ-Uberaba-MG.</p>
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<div class='avia-iframe-wrap'><iframe loading="lazy" title="Bisnetos do touro nelore TERREMOTO 1134 IRCA." width="1333" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/Zzr-kOQIe5Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>o que é um bom touro?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Dec 2021 18:46:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[Não é difícil constatar que os touros TOPs em peso são conclamados melhoradores em relação aos touros médios. No entanto, eles estão gerando o retorno esperado? A expectativa de lucratividade se realiza? Observamos dois fenômenos: 1. Os touros TOP’s peso – com DEp’s altas – são vendidos por preços maiores. É uma consequência da lei [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não é difícil constatar que os touros TOPs em peso são conclamados melhoradores em relação aos touros médios. No entanto, eles estão gerando o retorno esperado? A expectativa de lucratividade se realiza?</p>
<p><strong>Observamos dois fenômenos:</strong></p>
<p style="padding-left: 40px;">1. Os touros TOP’s peso – com DEp’s altas – são vendidos por preços maiores. É uma consequência da lei do mercado: há demanda por qualidade genética.</p>
<p style="padding-left: 40px;">2. Essa demanda parece justificável, isto é, ela se apresenta à primeira vista como economicamente razoável. Se um touro gera +20 kg de peso ao sobreano e procria 100 bezerros durante a sua vida, considerando o quilo a R$ 3,00, esse touro valeria R$ 6.000,00 mais do que o touro médio.</p>
<p><strong>Diante desses dois pontos, podemos concluir: a lucratividade no setor deve estar aumentando, já que está havendo um investimento em produtividade. Estamos trabalhando com maior eficiência. Correto?</strong></p>
<p>Infelizmente, não. O cálculo na pecuária não é apenas uma conta de multiplicação de fator único. Ou melhor, em nenhum setor da economia a análise quantitativa resolve a questão da lucratividade.</p>
<p>O cálculo não deve ser apenas quantitativo, mas qualitativo. Aumento de peso não é sinônimo de genética de qualidade. Ela não é resultado de um único fator, mas de um conjunto de aspectos. E o ponto ótimo – a lucratividade – está no equilíbrio ótimo, não no ponto máximo.</p>
<p>Por exemplo, não podemos desprezar os antagonismos genéticos. Crescimento de peso (positivo em tese) gera aumento de peso ao nascer (nem sempre positivo). O peso ao sobreano impacta no tamanho adulto (aumento de custo de mantença do rebanho). A relação entre área de olho de lombo, gordura subcutânea e o rendimento de carcaça: onde está o equilíbrio?</p>
<p>Os sumários – análises meramente quantitativas – não respondem a essas questões. Significa então que eles não servem para nada? Não, podem ser muito úteis, desde que analisados dentro do contexto global, e não como um tapa-olho para as outras características.</p>
<p>Os sumários oferecem elementos muito úteis, mas é preciso ter presente que eles não dão a resposta final. Não basta lê-los, é necessário um trabalho de ponderação. Afinal, lucratividade não é volume, e sim eficiência.</p>
<p>Por isso, a análise do valor genético de um touro não é simples. É preciso observação e medição dos diversos fatores envolvidos, que não estão apenas no touro em si, mas no ambiente em que ele trabalhará, no sistema de produção específico implantado na fazenda e nos seus objetivos pretendidos, etc.</p>
<p>A qualificação do bom touro não se assemelha tanto a uma fotografia (análise instantânea), e sim a um filme (um processo no tempo), com idas e vindas, num aprendizado contínuo, no qual se testa e se retifica, inova-se e ao mesmo tempo controlam-se alguns parâmetros, para depois medir os resultados, etc.</p>
<p><strong>Complicado?</strong> Nem tanto. Difícil mesmo é perceber que, a cada ano que passa, aumentam-se os pesos dos animais, compra-se mais “qualidade” (DEP’s altas), mas depois não se vê o retorno esperado. A grande expectativa no ato da compra daquele touro melhorador, daquele sêmen, não se realiza no fechamento do ano. E queiramos ou não, a realidade está mais próxima do balanço financeiro do final de ano do que no folder do marketing.</p>
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		<title>O acerto do descarte ao lucro da cria</title>
		<link>https://neloreirca.com.br/artigos/o-acerto-do-descarte-ao-lucro-da-cria-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Dec 2021 18:41:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[Não é raro ouvir que a cria é uma atividade de baixa rentabilidade. No entanto, entre as atividades de produção de gado de corte, penso que a cria tem a capacidade de proporcionar a melhor e mais segura rentabilidade, quando se considera o longo prazo. Logicamente, para que isso ocorra, faz-se necessária uma boa gestão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não é raro ouvir que a cria é uma atividade de baixa rentabilidade. No entanto, entre as atividades de produção de gado de corte, penso que a cria tem a capacidade de proporcionar a melhor e mais segura rentabilidade, quando se considera o longo prazo.</p>
<p>Logicamente, para que isso ocorra, faz-se necessária uma boa gestão – o que está longe de significar uma gestão complicada.</p>
<p>Para uma boa rentabilidade no rebanho comercial (não me refiro aos produtores de genética), o caminho que sugiro é o abate anual de 25% das fêmeas que entraram na estação de monta. Com esse abate, além da venda de 30% das bezerras de desmama e 20% dos touros com mais de cinco anos de uso, pode-se custear a manutenção de um rebanho de cria comercial e manter o estoque estável. Com isso, seu rebanho se torna um provedor de seu fluxo de caixa, além de agregar produtividade.</p>
<p>Com o custeio zerado pelas vendas acima, a produção de bezerros machos torna-se o resultado anual da atividade da cria.</p>
<p>O essencial é ter uma política de identificação das vacas de descarte. O acerto (ou desacerto) dessa estratégia será decisivo para a eficiência da sua criação. Abaixo, listo cinco critérios para um descarte eficiente. São bem simples, e não exigem planilhas complicadas. Apenas uma decisão firme de melhorar a eficiência do rebanho.</p>
<p>1-Vacas vazias. Descarte certo, podendo dar uma segunda chance para as destaque de produção.</p>
<p>2-Vacas de pouco leite, identificadas no desmame mesmo que esteja prenhe.</p>
<p>3-Vacas que exigem atenção individual. Aumentam o custo de manutenção, diminuindo a produtividade.</p>
<p>4-Vacas brabas podem ser marcadas a fogo com um ferro “V” (para Venda) quando forem por qualquer motivo de manejo, identificadas.</p>
<p>5-Vacas com bezerros fundos. Uma sugestão de identificação: na hora do desmame, separe os bezerros fundos dos outros e os mantenha separados das vacas por uma noite. Ao colocá-los de volta com as vacas na manhã seguinte, você identificará facilmente quem são as suas mães – que devem ser descartadas.</p>
<p>O ideal é ter um pasto próprio para as vacas de descarte. Caso não seja possível, identifique-as claramente; por exemplo, marcando um v (de venda). Lembre-se: não é um detalhe. Se fizer bem o descarte, boa parte da eficiência da sua criação estará garantida.</p>
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