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	<title>mercado do boi &#8211; Nelore IRCA</title>
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	<description>O Seu Nelore Com Mais Carne</description>
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		<title>Produzindo carne de qualidade no pasto: genética Nelore IRCA</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2021 18:39:58 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um bom ajuste na “pressão de pastejo” durante o período das águas, resultam numa maior quantidade de massa (MS) disponível no período da seca; estas devem ser disponibilizadas para as categorias mais jovens.</p>
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		<title>Produção e Sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 12:08:50 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo está preocupado com o aquecimento global, e tenta encontrar formas de reverter – ou, ao menos, estancar – a elevação de temperatura. Afinal, sustentabilidade é um assunto sério, pois se trata de preservar o planeta para as próximas gerações. E nessa tentativa de garantir uma atividade humana mais sustentável, todas as forças se dirigem para a redução das emissões de carbono.</p>
<p>Essa batalha, no entanto, parece estar mal enfocada. O desmatamento e os bovinos foram escolhidos – arbitrariamente, como se procurará demonstrar – como os principais inimigos da sustentabilidade. A solução proposta seria reduzir drasticamente as áreas dedicadas à produção extensiva de gado de corte, adotando-se a verticalização da produção.</p>
<p>Em primeiro lugar, analisar a emissão de gás carbono na produção de gado de corte olhando apenas os bovinos é um grande equívoco. Deve ser analisado o seu contexto global de criação. Por exemplo, como demonstraram os estudos da Sustainable Food Trust, as gramíneas (os pastos) absorvem naturalmente o carbono emitido pelos bovinos. Ou seja, a conta do metano dos bovinos é equilibrada pelo efeito do crescimento das gramíneas.</p>
<p>Aqui está um ponto crucial ao pensar em sustentabilidade: equilíbrio. Como se pode dizer que a produção de bovinos em sistemas intensivos – por exigir menor área e, teoricamente, menos desmatamentos – é mais benéfica à sustentabilidade do que a produção a pasto menos intensiva?</p>
<p><strong>Verticalizar a produção</strong> – produzir mais carne em menos área – exige insumos e mais insumos, que na sua produção emitem também enorme quantidade de carbono. Por exemplo, a fabricação de uma tonelada de nitrogênio joga na atmosfera quase sete toneladas de dióxido de carbono. Ou seja, é preciso um olhar sobre o contexto global, e não apenas detectar isoladamente emissores de carbono.</p>
<p><strong>Sustentabilidade</strong> exige um olhar amplo isento, e não uma visão estreita enviesada. Caso contrário, não se está batalhando por uma vida mais saudável no planeta. Ao contrário, estará se utilizando da bandeira da sustentabilidade simplesmente para uma causa meramente comercial (por exemplo, venda de mais insumos).</p>
<p>É óbvio que a atividade humana transforma o meio ambiente. Não há como fugir desse fato. O grande desafio não está em opor o ser humano ao meio ambiente, e sim encontrar formas equilibradas de convivência e transformação, isto é, o uso racional (e sustentável) dos recursos naturais. Nesse sentido, é interessante a reflexão sobre o conceito de produtividade máxima (Verticalização da produção) com alto uso de fertilizantes (maior quantidade de produto com menor margem de lucro) pelo conceito da produtividade ótima: a produção a pasto, com baixa utilização de insumos e adubos, aliando genética eficiente e uso racional dos recursos naturais.</p>
<p>Este pode ser um bom caminho para uma produção com sustentabilidade aliado a uma melhor margem de lucro por unidade produzida.</p>
<p><strong>Fonte:</strong> artigo publicado na revista O Zebu no Brasil – edição 210 – Abril/ Maio 2015</p>
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		<title>Jornalista sabe tudo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 11:55:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[A pergunta tem cabimento. Li, indignado, a nota de Ancelmo Góis, em 2 de janeiro, em sua coluna em “O Globo”: “O Lobão francês – Não é só no Brasil que tem gente, como os ministros Edison Lobão e Reinhold Stephanes, que vive torpedeando as leis em defesa do meio ambiente. O Conselho Constitucional da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>A pergunta tem cabimento. Li, indignado, a nota de Ancelmo Góis, em 2 de janeiro, em sua coluna em “O Globo”:</h3>
<p>“O Lobão francês – Não é só no Brasil que tem gente, como os ministros Edison Lobão e Reinhold Stephanes, que vive torpedeando as leis em defesa do meio ambiente. O Conselho Constitucional da França considerou ilegal a lei sobre imposto pela emissão de carbono de Sarkosy”.</p>
<p>Sem procuração do ministro Reinhold Stephanes, digo que nada é mais injusto que tal afirmação. Ouso mesmo afirmar que, nas últimas três ou quatro décadas, nunca tivemos um ministro da Agricultura com tanta capacidade para compreender as dificuldades e anseios dos agricultores e pecuaristas do País e enfrentar com decisão, serenidade, firmeza e autoridade os problemas de sua pasta. O ministro não é inimigo do meio ambiente só porque se dedica à defesa do homem do campo, que provê a mesa farta que os brasileiros têm a seu dispor, e a preços pouco encontrados no mundo.</p>
<p>Será que Ancelmo Góis tem conhecimento real de toda a problemática que envolve o binômio produção agropecuária/meio ambiente, aqui e no exterior – pois também investe no Conselho Constitucional da França –, para transformar afirmações feitas em sua coluna em dogmas irrefutáveis?</p>
<p>Perdoe-me o jornalista, mas, como eu não me atrevo, embora tentado, a apontar no seu texto deslizes em relação às qualidades da linguagem escrita, também ele deveria analisar com menos afoiteza e despreocupação temas que não são de sua área. Meio ambiente é coisa séria. Produção agropecuária também.</p>
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		<title>Quilos de carcaça por unidade de pasto: o melhor parâmetro para avaliar lucratividade.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jabrao]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 11:25:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A pecuária é um negócio e, como tal, o seu primeiro objetivo deve ser o lucro. Isso não significa ter uma visão meramente comercial da criação de gado. Significa gerir com profissionalismo o seu empreendimento, já que estar no azul é condição indispensável para a sustentabilidade e o desenvolvimento da produção. E se o lucro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A pecuária é um negócio e, como tal, o seu primeiro objetivo deve ser o lucro. Isso não significa ter uma visão meramente comercial da criação de gado. Significa gerir com profissionalismo o seu empreendimento, já que estar no azul é condição indispensável para a sustentabilidade e o desenvolvimento da produção. E se o lucro deve ser o primeiro objetivo da pecuária, ele também deve ser o objetivo primeiro do melhoramento genético.</p>
<p><strong>Ao se falar em aumento do lucro, o produtor de carne quase sempre pensa em como aumentar o peso vivo de seus animais. E isso é um equívoco. Não raras vezes, o aumento do peso dos animais diminui a margem de lucro, ou até mesmo faz com que a conta fique no vermelho.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-165" src="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nelore-irca-galeria-04.jpg" alt="" width="900" height="600" srcset="https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nelore-irca-galeria-04.jpg 900w, https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nelore-irca-galeria-04-300x200.jpg 300w, https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nelore-irca-galeria-04-768x512.jpg 768w, https://neloreirca.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nelore-irca-galeria-04-705x470.jpg 705w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>A “contabilidade da pecuária do lucro” exige responder acertadamente a seguinte pergunta: o que é mais relevante para se obter lucro na produção de carne? Peso vivo ou peso carcaça? Quilos de peso carcaça por hectare de pasto ou peso vivo por cabeça?</p>
<p>Na matemática do lucro, o determinante é quantificar o quanto sobra (a margem líquida) ao produzir cada arroba. Ainda que essa análise possa parecer, à primeira vista, complexa, é a partir dela que conseguimos visualizar um fato bem simples: a criação de animais muito pesados apresenta menor eficiência (kg de ganho / kg MS consumida), já que a produção de animais muito pesados implica maior consumo de alimento e, consequentemente, maior custo.</p>
<p>Um exemplo. Produzir animais com 21 arrobas exige um tempo muito maior de permanência na pastagem do que se gastaria na produção de animais de 16-17 arrobas. Esses animais “grandes” são tardios (não dão acabamento com 16 arrobas) além de que, são produzidos por vacas também “grandes”, que têm um custo maior durante sua permanência na fazenda. Gerar esse peso excedente – as 4 arrobas – pode requerer um consumo muito maior de alimento. Em alguns casos, chega a exigir mais de 80% de alimento.</p>
<p>Simplesmente, a conta não fecha. Aquilo que se ganha com as 4 arrobas a mais não vale o custo de sua produção. Ou seja, maior peso vivo individual por animal não gera mais lucro. Se com o mesmo custo de alimentação, pode-se terminar dois animais de 16 arrobas, por que produzir um de 21 arrobas?</p>
<p>O segredo de uma maior lucratividade está em alojar mais unidades animais com biótipo mais eficiente (menor tamanho, maior rendimento de carne por unidade de carcaça, menor custo) do que ter grandes (e menos) animais no pasto. Na primeira opção, num mesmo ciclo de pastagens são produzidas mais arrobas. E é isso afinal o que conta no bolso do produtor: mais arrobas por hectare, e não o peso vivo por boi.</p>
<p>O melhoramento genético deve ter um foco claro, coerente com o objetivo primeiro da pecuária (o lucro). O peso nunca pode ser visto de forma isolada. Ele deve estar diretamente relacionado, por exemplo, ao acabamento da carcaça. Ao estabelecer os critérios para o melhoramento genético, animais pesados sem acabamento (magros) deveriam ser penalizados. Caso contrário, estamos selecionando de forma contraditória – premiando animais que dificultam o lucro do produtor.</p>
<p>É urgente direcionar a seleção para um biótipo de animal eficiente na transformação de gramíneas em carne de qualidade – e um animal de porte médio é mais eficiente que um animal “grande”. O melhoramento genético deve estar atento ao ponto ótimo (alvo) de cada característica animal em relação à geração de lucro para o produtor.</p>
<p>Simplesmente valorizar “quanto maior a DEP, melhor” é um tiro no próprio pé. Deve-se valorizar animais que expressem harmonicamente as características da eficiência: rendimento de peso no abate, tamanho adulto moderado, habilidade da fêmea em desmamar bezerros saudáveis.</p>
<p>Ao pensar em como aumentar o seu lucro, o pecuarista deve pensar em como gerar mais quilos de carne por hectare de pasto. Essa é a conta. O resto é propaganda.</p>
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